CRISTÃOS E JUDEUS |
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“O segredo do outro”Tentativa duma orientação na relação cristã-judaicaPeter von der Osten-SackenPoucos anos depois do começo do programa Um ano de estudo em Israel 1978, o neotestamentólogo na universidade de Havard e posterior bispo Krister Stendahl publicou uma contribuição: “A próxima geração nas relações cristãs-judaicas.2 Nessa, depositou as frases não mudadas e dignas de reflexão seguintes: Assim vejo, quando pensar da próxima geração, a necessidade para um programa amplamente concebido, o qual seja menos fixado pelo nosso entrelaçamento mútuo e o qual seja faminto para conhecer o outro na sua totalidade. Num certo sentido, a fundação do Estado de Israel, pela qual a presença judaica chegou a ser uma nação entre as nações, poderia contribuir vigorosamente para esse ‘destrinçar’ (disentanglement), assim que nós cristãos aprendamos ver os judeus na sua totalidade e inconfundibilidade e não só pensemos na nossa pré-história com uma continuidade determinada, a qual esteja sendo valorizada positivamente no diálogo judaico-cristão. Só se formos inconfundíveis e livres no nosso ser outro respectivo, a amizade pode crescer e se aprofundar par\a o enriquecimento das relações recíprocas.3 A contribuição de Stendahl caiu, no meio da
década
dos oitenta, como uma fruta madura da árvore. Nas décadas
dos sessenta e setenta, se percebera, pela parte cristã e
eclesial, no horizonte do domínio nazista e genocídio nos
judeus, com horror a caricatura que se transmitira e gravara, no molde
duma doutrina de longos séculos, de desdém dos judeus4 e
do povo judaico. Em diferentes níveis se empregara,
correspondentemente, esforços sucessivos para corrigir essa
imagem, não por último com ajuda judaica. O
Judaísmo e a Cristandade não foram mais entendidos e
apresentados como contradições irreconciliáveis,
antes disso se atribuía, em lance de mudança, como
francamente inevitável, peso considerável à
questão de que, a despeito de tudo que separava, sempre era o
comum, o qual, talvez, não separava senão aparentemente,
e mais outras questões semelhantes. Pode-se deparar esse
processo, o qual está aqui sendo confessado sem dúvida e,
portanto, não para ser apresentado mais detalhadamente, com
facilidade nas declarações eclesiais dos 25-30 anos
passados. Quanto mais tempo durava, tanto mais insegurança
trouxe naturalmente consigo. Esta encontrou a sua expressão
clássica na pergunta a ser ouvida regularmente: “O quê
ficará então ainda?” – exatamente então, quando a
relação das duas comunidades religiosas estiver sendo
menos dualizando, menos absoluta ou também menos
missionária conceituada e apresentada. Em concordância com
isso, na década dos oitenta, a questão pela identidade
cristã na relação cristã-judaica se moveu
sucessivamente ao primeiro plano. Possa ser deixado para lá,
até que ponto, nisso, o artigo de Stendahl era cunhador ou, como
insinuado, o tempo estava simplesmente maduro – em todo o caso, a
questão de identidade não se emudeceu desde então.
Nessa margem, o discurso de Krister Stendahl para um
“destrinçamento” foi outra vez retomado e tematizado. Antes que
chegar a falar disso, preciso, pelo menos, completar uma
reminiscência histórica. “DESTRINÇAMENTO EM VEZ DE ABRAÇO”O apelo de Stendahl para um “destrinçamento” no
relacionamento
cristão-judaico e a questão duradoura pela identidade
cristã nesse relacionamento estão inquestionavelmente
conexos; não são, porém, idênticos de modo
nenhum. Assim, se não tenho passado por alguma coisa, demorou,
todavia, cerca de uma meia geração até que a
proposta penetrante foi acolhida e tematizada – assim num volume de
congresso editado, há tempos, por Christina Kurth e Peter Schmid
sobre o colóquio cristão-judaico.5 Aí,
está sendo tratado em duas seções especiais,
indiretamente no capítulo “Problemas com a Diferença”6,
diretamente na parte final “destrinçamento em vez de
abraço”.7 Uma das destacadas missões do Judaísmo, a especialidade e também tarefa a atuar deste jaz naquilo que mantém vivo tanto o antigo como também a antiguidade, penetrando, a partir dessa vocação, a vida com a força duma substância (quod substat, do que jaz em baixo) que sempre se renova, ao passo que é dada uma vocação especial e especialidade específica da Cristandade permanentemente pela introdução e por ela realizada manutenção do elemento filial; e isso não somente no culto, mas na cultura como também no cultivo da convivência.9 Bodenheimer finaliza com a indicação de
direção: Para que essa idéia possa ser
desenvolvida exata e frutiferamente, será preciso que seja
tomada livre de valor e também igualmente pensada adiante.10 Para estar disposto ao diálogo, mas conforme [sic!] os princípios da dialética, quer dizer: no outro – pelo respeito pelo outro – nos descobrir cada vez de novo; ‘Ajin B’ajin’ [Auge in Auge]: diversa, mas equivalentemente.15 Diversa, mas equivalentemente – essa é guia convidadora. Diálogo por causa de “no outro … nos descobrir a nós mesmos cada vez novamente” – um aspecto importante sem dúvida. Mas, essa funcionalização do diálogo é o “destrinçamento” que Stendahl tinha em mente e o qual deveria ser guiador? Todavia, também nas frases citadas de Bodenheimer o motivo do entendimento do outro não joga um papel expressivo, embora a Cristandade, na margem do seu autodescobrimento, tentou a interpretar parcialmente o Judaísmo como antiguidade (em comparação à cristandade como criança). Em suma: Deve-se lutar vigorosamente com essa concepção completamente não-histórica, que é que caracteriza ambos os lados acertadamente, mas é que compensaria justamente também o assunto dum congresso cristão-judaico inteiro. Poder-se-ia então também perguntar se o velho e a criança estão sendo compreendidos essencialmente na sua relação, quando uma parte redescobrir na outra parte, antes de tudo, a sua própria especialidade. “A DIGNIDADE DA DIFERENÇA”Restabelecemo-nos por um momento numa pequena
contribuição do Rabi Chefe Jonathan Sacks com o belo
título “A Dignidade da Diferença”, a qual está
sendo apoiado no entendimento de que – para usar uma versão
usual – a verdade é perspectiva.16 “O significado real da
transcendência divina” consiste, segundo Sacks, em que PRESERVAR A IDENTIDADE PRÓPRIAExaminamos, portanto, por um momento, um pedaço maior. Os esforços cristãos por uma renovação do relacionamento cristão-judaico conduziram, como lembrado acima, à questão pela identidade cristã nesses esforços. Podia-se esperar com certeza que, correspondente a publicação da declaração de “Dabru Emet”, a questão análoga logo corresse no lado judaico. Mais nitidamente parece que John D. Levenson se pronunciou. A sua contribuição ao assunto18 se poderia chamar de um discurso único para um destrinçamento radical – sem que, no entanto, nem indicadamente, ficasse claro, como e porque então agora o diálogo judaico-cristão teria de ser conduzido. Na margem da sua argumentação, Levenson citou um texto francamente clássico para segurar a identidade judaica, ao qual assim ou assim – como for que se pensar sobre o artigo dele – compete peso grande e o qual também, pela parte cristã no diálogo cristão-judaico, merece toda a atenção: Já que o Santo, louvado seja Ele, previu [se deve completar: historicamente não previu com exatidão completa …] que os povos do mundo traduzissem a Toráh [!], a lessem em grego e dissessem: ‘Nós somos Israel’, e [que], a partir de então, os pratos da balança (entre judeus e pagãos que reivindicaram o direito de ser Israel) estariam equilibrados, o Santo disse, louvado seja Ele, aos povos: ‘Dizeis que sois as Minhas crianças. [Não sei.] O que sei é que aqueles que possuem o Meu segredo – esses são as Minhas crianças. E o que é isso? É a Mishnáh (doutrina) que está sendo dada oralmente.19 Isso é, inconfundivelmente, um texto de
delimitação e, nesse sentido, também um texto de
limite, sim, é como uma sebe ao redor da Toráh. Como um
guarda, deve ajudar a guardar o mais próprio de Israel, depois
de que foi tomada deste como a marca de identidade o próprio
primeiro: a Sagrada Escritura. Esse segundo mais próprio
está sendo transmitido na tradição hebraica citada
com a palavra de origem grega mysterin = mystérion,
embora seja que tanto a palavra estrangeira persa ras como a palavra
hebraica sod estavam, todavia, a disposição. A doutrina
oral de Israel é mystérion – assim como o caminho de dia
e de noite no santuário na iniciação é o
segredo do culto de mistério da Isis e assim como batismo e ceia
são os mistérios da Igreja.20 Aqui, na doutrina oral,
está o coração da nossa identidade, de Israel,
como o jaz nos outros nos seus mistérios – assim bem poderia ser
entendido o texto da tradição rabínica, assim ele,
em todo o caso, pode ser ilustrado na sua importância.
Também aqui, a questão de identidade está em jogo.
Onde está o contorno próprio, o qual impeça chegar
a ser como os povos ao redor, antes de tudo como o povo dos
cristãos, o qual se remete a mesma Bíblia, reclamando o
título da dignidade de Israel para si? “RECONHECER UNS AOS OUTROS NO SEGREDO”Da abundância das suas publicações, nos deixamos ser guiados do colóquio inesgotável de Buber com Karl-Ludwig Schmidt do dia 14 de janeiro de 1933 em Estugarda [Stuttgart].21 Num trecho, que está a muitos dos presentes certamente conhecido, parafraseou aí a relação de judeus e cristãos tanto solícita como ajudadosamente: O que liga judeus e cristãos com tudo isso é o seu saber comum duma unicidade e, a partir daí, poderemos enfrentar também isso que separa no mais profundo [= a questão de cristo]; cada santuário genuíno pode reconhecer o segredo dum outro santuário. O segredo do outro [!] está dentro dele e não pode ser percebido a partir de fora. Pessoa humana nenhuma fora de Israel sabe do segredo de Israel. E nenhuma pessoa fora da Cristandade sabe do segredo da Cristandade. Mas não sabendo podem reconhecer uns aos outros no segredo. Como é possível que há os segredos um ao lado do outro, é segredo de Deus. Como é possível como casa na qual esses mistérios habitam [juntos], é assunto de Deus, pois o mundo é casa de Deus. Não por querer captar […], apesar da diferença,algum um-com-o-outro, mas, porém, por comunicar uns aos outros, com reconhecimento da diferença fundamental em confiança sem reservas, o que sabemos da unidade dessa casa […], servimos separados e, apesar disso, uns com os outros, até que um dia vamos ser unidos num serviço comum único.22 Inteiramente nessa linha, Buber chama o intercâmbio sobre a
unidade em “confiança sem reserva” pouco mais tarde de “um
diálogo genuíno”, “no qual talvez não se entende
uns com os outros, mas se compreende uns com os outros, por causa do
ser único que as realidades de fé querem entender”.23
Reconhecer o “segredo do outro” – perceptível só de
dentro, não de fora – como tal, mas, apesar disso, se
intercambiar sobre o fundo transcendente de ambos os segredos,
não se entendendo uns com os outros, mas, apesar disso,
compreender uns aos outros – nessas guias está pressuposta de
vez uma diferença básica que alcança o fundo,
assim que não se precise de destrinçamento nenhum e,
apesar disso, se persevera na possibilidade ou, ainda mais, no
postulado de entendimento expressamente. Se não
escrevêssemos esse fim dum – pelo menos fragmentário –
entendimento em letras maiúsculas, chegaríamos, como quer
parecer, talvez a um lado-a-lado cheio de respeito e inteiramente
respeitável; mas também toda a corrente ou – um pouco
mais plasticamente – todo o “suco” deveria estar fora das
conduções que ligam ambos os lados. Poderia, em
conseqüência, também ser perdida uma chance de
renovar o relacionamento cristão-judaico num sentido qualificado
por compreensão. FAZER E CRERNessa acareação, se anuncia indubitavelmente a
antiqüíssima acareação de lei e evangelho, de
fé e obras, de crer e fazer, de justiça de obras e
justiça de fé, como se manifesta, antes de tudo, em Gl 3,
Rm 3-4 e em Rm 9,30 a 10,13, aqui dificilmente por acaso: no centro de
Rm 9-11. Antigo- e neotestamentólogos, representantes de outras
disciplinas e práticos engajados neste país e no
além-mar se esforçaram nos últimos decênios
a corrigir modos de ver incrustados, destrutivos dessas
antíteses e a ensinar a lei como grandeza, a qual já no Tenak
ou Antigo Testamento desde já é dada no âmbito da
aliança, guia depois da libertação pelo
Êxodo e na Aliança. De todas essas
correções, várias coisas talvez estão para
serem retiradas em detalhe, nada, porém em princípio.
Tão pouco p. ex., no ambiente cristão, a
justificação por obras da lei é para ser
proclamada como se essas não fossem senão de
espécie ritual ou ética – isso não significaria,
não por último, fechar de golpe a porta a qual Paulo
arrombou e manteve aberta aos povos. Apesar disso fica a pergunta: O
que significa aquilo que Moisés escreveu: “A pessoa humana que
as [as leis ou mandamentos de Deus] fizer, viverá por isso” (Lv
18,5; cf. Rm 10,5)? O que significa isso onde uma frase dessa
está sendo como som claro; quando, então, não lei
e morte, mas sim lei e vida estiverem vistas juntas e sabidas como
unidade inviolável e isso, embora a fidelidade à lei foi
paga de freqüência infinita com a morte? Alusivamente, essas
ligações se deixam compreender dificilmente de outra
maneira que assim que a lei – para quem está por fora, quando
muito, esteja imaginável – é meio da experiência de
Deus, da proximidade e ad-versão de Deus. TENAK E ANTIGO TESTAMENTOO que agora se refere ao livro, Tenak ou Antigo Testamento, se pode esse designar, desde o Iluminismo e ali onde este estiver recebido, como objeto francamente clássico dum “abraço” cristão-judaico: A decisão para uma interpretação conseqüentemente histórica do livro é, de princípio, um discurso para um sentido simples de escrito, o qual, no caso ideal, une ambos os lados – judeus e cristãos. Em confronto a isso, é este o lugar, no qual eu mesmo – sob o sinal da solidariedade permanente pelo livro comum – queria advogar par um destrinçamento parcial e, com isso, para uma interpretação judaica e uma crista do Tenak ou Antigo Testamento. No fundo, não é isso senão uma conseqüência da conta até agora seguida, a saber “fazer” e “crer”, como os discutimos, não entender como modos de comportamento que se excluem, mas sim os compreender na sua própria acentuação. Isso quer dizer que judeus e cristãos têm um livro em comum, mas a unidade dada por isso jaz de algum modo ainda atrás desse livro. Tem o seu fundo no anunciando, judeus e cristãos, Israel e os povos, com o Seu anuncio até aos fins dos dias compreendendo Deus. Já no momento, no qual a notícia da ad-versão de Deus está sendo literariamente fixada e considerada, entra francamente pelo volta do correio aquele processo com o qual os rabinos interpretaram as duas versões do decálogo em Ex 20 e Dt 5: “Uma coisa (uma palavra) Deus falou, duas coisas são que ouvi” (Sl 62,12). UM SENTIDO REITERADO DA ESCRITURAQueria, portanto, decididamente para a concepção dum
sentido múltiplo da Escritura, ao lado do
literário-histórico (1) em que cientistas judaicos e
cristãos, em princípio, se podem entender facilmente,
para um sentido judaico (2) e um sentido cristão (3), os quais
ambos se deveria considerar como expressão para a riqueza da
Escritura e para a relatividade do nosso entender e aos quais se
deveria ali onde estiverem sendo trazidos ao colóquio, se
poderia Atribuir a categoria dum sentido da Escritura dialógico
que então se manifesta. A relatividade quer dizer, nisso, em
primeira linha não a nossa limitação, mas sim a
estrutura da relação do nosso entendimento. Para ilustrar
isso num exemplo simples: Há dois gritos bonitos, que judeus e
cristãos unem e separam, gritos no um dos lados: `am Yisrael
hái, “O povo Israel vive!” – graças a Deus depois de
tudo o que aconteceu. No outro lado – soa talvez um pouco evangelical,
mas é, apesar disso, evangélico e central – Jeesous
zã, “Jesus vive!” e a partir dele também a Igreja.
Quando se levar a sério esses contextos centrais no lado judaico
e no cristão, o entendimento da Escritura não se deixa
desligar desses. “MODELO PARA ACABAR OU TAREFA PARA FUTURO?”Voltemos por fim ai subtítulo da exposição:
“Tentativa duma orientação na relação
cristã-judaica” – mais direta e praticamente. Alguns podem
conhecer o editorial que Berndt Schaller, membro evangélico no
presídio do Conselho de Coordenação das Sociedades
para Colaboração Cristã-Judaica, publicou em 13 de
março 2003 na “Jüdische Allgemeine”: “Auslaufmodell
oder Zukunftsaufgabe? Zur Woche der Brüderlichkeit: Der
christlich-jüdische Dialog auf dem Prüfstand” [Modelo
para acabar ou tarefa para futuro? À semana da fraternidade: O
diálogo cristão judaico no posto de exame]. Como
Schaller, embora com poucos traços mas acertadamente,
esboçou a paisagem, essa referência à sua
contribuição me facilita restringir-me a três
conexos. Culpa não só importuna o colóquio, ela o degola. Leva a acanhamento. Envergonha ou favorece a altivez. Sempre estorva a liberdade da discussão honesta, serena … Nisso, é inteiramente a mesma coisa, quem tem culpa perante de quem. Acusação é tão nociva que desculpa, acusação de outro não menos que auto-acusação.35 Isso soa psicologicamente concludente, e com toda a certeza se
deverá sublinhar com ênfase, em consideração
das gerações seguintes, que seria completamente errado
sugeri-lhes a culpa dos acontecimentos, pelos quais não tem
responsabilidade. Apesar disso, fica a questão de como
está como introduzir na posse da relação à
história própria, para a sucessão das
gerações antecedentes, com as quais, por exemplo, em
questões de herança, se gosta muito de estar ligado.
Poder-se ia seriamente recusar que nós cristãos na
Alemanha ou também nós alemães não judaicos
tivéssemos a respeito dos alemães judaicos ou
também perante a comunidade judaica um dever especial – a saber
contribuir ao que em ambos os lados crescesse confiança para
pressuposição dum um-com-o-outro diferente? O que
precisamos fazer para que o fio de esforços correspondentes
não se parta, não só entre os estudantes de
teologia, mas im em geral em vista das gerações mais
novas? Pois quando não se pensar na medida de tempo de
períodos de eleição, temos com o empenho de ganhar
um relacionamento à comunidade judaica, em geral, somente
começado. DOIS GRUPOS EM AMBOS OS LADOS DUMA CORRENTE LARGAPerante um discurso super-enfatizado para um destrinçamento (disentanglement) é para segurar respectivamente: Na medida em que se procurar o que liga, poderemos também viver com o que nos distingue, sem que, pela acentuação das diferenças, a relação especial entre cristãos e judeus seja prejudicada ou desfeita. Quando se quiser pôr as linhas fundamentais expostas numa imagem, poder-se-á cristãos e judeus dispostos a diálogo comparar com dos grupos, que marcham em ambos os lados dum rio largo. As suas águas estão sendo alimentadas pelas tradições bíblicas comuns e pela história comum com os seus lados por vezes prometedores e com a sua miséria, como esta foi, antes de tudo, culpa do lado cristão. Assim, ambos os grupos estão sendo, pelo rio, ao mesmo tempo ligados e separados. Ambos resolveram, para o futuro, continuar o seu caminho nas beiras e não se perder de vista. De vez em quando, em momentos raros, se encontram em uma das pontes que lançam, em distâncias, sobre o rio, para aprender em comum por um tempo, ocasionalmente também para brigar ou cantar juntos os cantos que compartilham uns com os outros. Anotações: Veja no texto alemão. |