CRISTÃOS E JUDEUS

 

Tradição e Renovação

Walter Homolka

Nos meados do dezembro reúnem-se em San Diego da Califórnia bem 5.000 delegados de comunidades judaicas liberais da América do Norte. Motivo é a conferência bienal da União para Judaísmo de Reforma, com 900 comunidades sinagogais do movimento judaico religioso mais forte em membros nos EUA. Esse bienal é expressão viva da força do movimento de Reforma americano, o qual determina a vida judaica nos EUA em larga escala.

No seu National Jewish Population Survey, a união teto das federações da América do Norte, as Comunidades Judaicas Unidas, chega à imagem seguinte: a população judaica dos EUA perfaz 5,2 milhões de pessoas, destas pertencem 21% ao Judaísmo ortodoxo e todos os seus matizes, 79% ao Judaísmo não-ortodoxo, a saber 33% ao Judaísmo conservativo. 42% ao movimento de Reforma (inclusive Reconstrucionismo) e 4% a outros agrupamentos não-ortodoxos. Antes de todos em famílias judaicas em baixo de 35 anos, o Judaísmo liberal é a orientação preponderante. Com isso cresce hoje um movimento acima da média, o qual foi fundado em 1863. Naquele tempo, surgiu por iniciativa do rabino Isaac Mayer Wise, originado da Boêmia, a União de Congregações Hebraicas Americanas, cujo nome foi mudado em 2003 para o de União de Judaísmo de Reforma.

Nos EUA, nos quais correntes imigratórias judaicas da Europa central e de leste não encontravam nenhumas ofertas de formação judaicas, o Judaísmo liberal, a partir da Alemanha, se tinha propagado muito rápido desde 1850. Finalidade era viver, no Mundo Novo, um Judaísmo vivo, correspondente ao tempo. Em 1875, o Hebrew Union College em Cincinnati foi aberto com o primeiro seminário de rebinos americano; durante o tempo do nacionalsocialismo, muitos cientistas encontraram colocação aqui, que conseguiram a saída da Alemanha, e que renovaram assim as relações históricas.

À União do Judaísmo de Reforma pertencia além do Hebrew Union College Cincinnati com mais postos em Los Angeles, Nova Iorque e Jerusalém, com 75.000 membros a união de mulheres judaica-religiosa mais forte, a "Women for Reform Judaism" fundada em 1913 e e a Conferência Central de Rábis Americanos que, com 1.500 membros, era a maior reunião profissional rabínica no mundo inteiro. A União para Judaísmo de Reforma faz parte da União Mundial para Judaísmo Progressivo [WUPJ = World Union for Progressiv Judaism]. Foi fundada em 1926, como união mundial do Judaísmo liberal, em Londres; a sua primeira conferência internacional teve lugar em 1928 em Berlim. A sede hodierna é, desde 1971, em Jerusalém. A WUPJ é hoje a maior organização mundial religiosa do Judaísmo, representando 1.200 comunidades sinagogais com bem 2 milhões de membros em 46 países. O seu propósito é Steve Bauman (EUA), o seu presidente o rabino Uri Regev (Israel).

Raízes na Alemanha

A história espiritual do Judaísmo liberal tomou o seu começo faz exatamente 200 anos no então reinado da Vestefália. Ali o irmão de Napoleão Jerome chegara a ser rei. O seu estado de modelo devia trazer aquisições do tempo de (pós-)revolução francês para o solo alemão. O reformador judaico Israel Jacobson (1768-1828) percebeu que isso também pudesse significar a base para uma convivência de judeus e cristãos com direitos civis iguais. No seu pensar político e religioso, Jacobson era cunhado pelos ideais do Iluminismo, dirigindo-se, primeiro em Seesen e Kassel, a seguir em Berlim, à reforma de formação e serviço religioso judaicos. A ressonância era considerável. "Os serviços religiosos são agora mais dignos, está sendo feito um sermão edificante em língua alemã, algumas orações estão sendo faladas antes em alemão do que em hebraico, um órgão acompanha a solenidade, e certas orações, especialmente aquelas que tratam da volta à Palestina e da re-edificação do Templo em Jerusalém estão sendo completamente omitidas", que o historiador Michael A. Meyer resume o desenvolvimento. "Queremos religião positiva", diz uma exigência dos reformadores. Pelo fim do século 19, a maioria das comunidades sinagogais alemãs já seguia o "rito novo", era liberal.

O quê quer dizer "liberal"?

"Aos ortodoxos, o ShuLHaN `ARUK [‘mesa posta’, o compêndio medieval de leis religiosas] facilita muita coisa e dificulta só aparentemente: O ortodoxo tem nisso a resposta pronta, ter a decisão pronta, sabe em qualquer hora o que deve fazer. Ser liberal é assim muito mais difícil", escreveu o rabino Leo Baeck (1873-1956), o representante mais importante do Judaísmo alemão liberal no século 20. Mas o que significa "liberal"? Para Baeck, a existência judaica se radica no monoteísmo ético dos profetas: "O Judaísmo não só é ético, mas a ética perfaz o seu princípio, a sua essência". A tarefa social dos profetas é até hoje um movente no Judaísmo liberal, o qual para fora se marca antes de tudo por "ação social". A teologia liberal não parte, diferentemente da ortodoxia, duma revelação única no Sinai, pois a pesquisa mostrou que essa não pode ter sido um acontecimento histórico. Portanto, a revelação está sendo concebida como um processo dinâmico e procedente ("progressivo") de Deus e intermediado por pessoas humanas, e não como um ato único em que Moises recebeu literalmente por Deus a Toráh como ensinamento escrito bem como o ensinamento oral, como este foi mais tarde fixado por escrito no Talmude. Disso se deduz a obrigação para a conservação da tradução judaica, mas também para a renovação desta, sendo a sua investigação histórico-crítica permitida naturalmente.

O desafio do início do século 19 era encontrar uma religiosidade que correspondesse às exigências de pessoas livres de direitos iguais. Duzentos anos mais tarde, é significativo para o Judaísmo liberal que na liturgia esteja usada a hebraica como também a língua do país, empregada música, que todas as orações cujo conteúdo o orador hoje mais compartilha sejam evitadas, assim como o pedido pela re-introdução de sacrifícios de animais, e que interpreta as tradições judaicas assim que sejam inclusivas: a igualdade de direitos de mulheres e homens em todos os assuntos religiosos é naturais, inclusive a ordenação de mulheres para rabinas. Pelo ano de 1920, era tempo para muitas mulheres judaicas de descer das galerias das sinagogas, e depois da introdução do direito a voto das mulheres engrenavam-se ativamente na vida da comunidade. Em 1928, como Lily Montagu, estava pela primeira vez uma mulher no púlpito duma sinagoga, e em 1935 foi ordenada em Berlim, com Regina Jonas, a primeira mulher rabina do mundo. A equivalência de todas as pessoas humanas independentemente do seu estado familiar ou orientação sexual é tão natural como a confissão à democracia e justiça social dentro e fora da comunidade judaica. O sentido do conteúdo das MitSVÔT tem preferência diante da fixação dessas como "lei cerimonial". A ética vivida está acima do ritual vazio. Os mandamentos são, então, não anulados, mas a sua observação e transposição estão deixadas para a decisão da consciência da pessoa individual.

Natural é também atitude positiva referente à sociedade não-judaica e participação e compartilha na comuna. O rabino Caesar Seligmann fez a isso um sermão programático na Nova Sinagoga de Berlim em 1928: "Queremos permanecer judeus no meio dos povos, cujos países experimentamos, não como exílio, mas como pátria. Queremos andar o caminho com os povos dentro dos quais vivemos, e não de parte deles ou ao lado deles — com os quais estamos ligados, não somente política, econômica e socialmente, mas por língua, história e destino em comunidade anímica. Essa comunidade anímica com eles não podemos e não queremos renunciar , pois essa chegou a fazer parte da nossa personalidade, nossa realidade vivida. Afirmamos a realidade judaica, assim como ela hoje é, nos nossos países, dentro de nós, ao redor de nós." "Liberal", então, não significa de modo nenhum "lasso" ou "indiferente". Plenamente ao contrario, como o rabino Max Dienemann escreveu em 1935: "Aos indiferentismos se dirige a mais aguda, própria luta do liberalismo."

No caminho de uma formação de rabinos universitária

Além da reforma religiosa, a nova ciência do Judaísmo era para chegar a ser portador da partida espiritual e, assim o seu pré-pensador Abraham Geiger (1810-1874), "a partir do Judaísmo formar a judaidade nova e frescamente animada". Estando essa ciência, na sua apresentação do Judaísmo, no início antes apologeticamente orientada, ela proporcionava no início do século 20 a um público judaico conceitos fundamentais judaicos como parte da sua formação geral. As suas mais importantes realizações, porém, são devidas já a Abraham Geiger o qual, com a sua dissertação "O que é que Maomé assumiu do Judaísmo?", chegou a ser o fundador da pesquisa do Corão moderna, chegou a seguir, através do método da crítica histórica, também à discussão com Jesus como judeu e pessoa humana, sendo o primeiro que defendia o estabelecimento duma faculdade judaica numa universidade alemão. Faltava-lhe uma coordenação dos cursos de formação e modos de pensar de Yeshivah e universidade: "Quando uma vez um seminário judaico for estabelecido numa universidade, onde exegese, homilética e por agora ainda Talmude e história judaica fossem expostas em espírito genuinamente religioso, seria essa uma das mais frutíferas e informativas instalações", Geiger exigiu pelo ano de 1830, quando estudante em Bona. Alguns anos depois, em 1835, apresentou o primeiro volume da sua "Revista científica para Teologia Judaica", a qual abriu com o seu artigo "O Judaísmo no nosso tempo e os empenhos nele". No segundo volume publicou então em 1836 o seu artigo "A fundação duma faculdade judaica-teológica, necessidade urgente do nosso tempo". Em 8 de maio de 1872, abriu finalmente a Hochschule für die Wissenschaft [Academia para a Ciência] em Berlim, a primeira instituição central do Judaísmo liberal no mundo. A academia tinha, até o seu fechamento forçado em 1942, um total de 730 estudantes, dos quais pelo menos 62 foram ordenados rabinos. O posterior presidente de estado Salman Shazer (1889-1974) chamou a Wissenschaft des Judentums de "o dom mais importante que o Judaísmo alemão doou ao Judaísmo inteiro".

Re-atar a uma grande tradição

Para os imigrantes alemão-judaicos na Grã-Bretanha era uma necessidade manter, com a sua herança cultural, também a Wissenschaft des Judentums para a posteridade. Logo depois da mudança de Leo Baeck para Londres em junho de 1945, foi ali chamada a vida a "Society for Jewish Studies"; e em 30 de setembro, o rabino Werner van der Zyl abriu o Jewish Theological College na sinagoga de West London. Quando Baeck morreu dois meses depois, o estabelecimento foi renomeado para Leo Baeck College. Hoje esse seminário de rabinos faz parte dum campus judaico, no qual também professores de religião e dirigentes de comunidade estão sendo formados.

A idéia para a fundação de mais um seminário de rabinos na Alemanha mesma surgiu em 1998, depois de que o Conselho Central de Judeus na Alemanha recusara uma mulher como bolseira para o estudo de rabinato no exterior. O tempo era maduro para uma alternativa no próprio país, a qual pudesse oferecer a formação para rabinos livre de despesas. A necessidade relacionava-se essencialmente com o número de membros crescente da comunidade judaica para agora 200.000 pessoas, das quais a maioria se originava da antiga União Soviética. Decisivo para a fundação do Colégio Abraham eram

  1. a grande necessidade de rabinos que cultural e lingüisticamente podem se dar em comunidades alemães;
  2. o desejo de incluir também mulheres na gerência de comunidade;
  3. a necessidade de empregar eficientemente os poucos meios existentes para a formação de rabinos.

Na questão de lugar, a escolha caiu em Potsdam, porque aqui estão sendo ensinados os estudos judaicos com o ponto de gravidade nos âmbitos de religião e filosofia, história e literatura/cultura, havendo assim já uma oferta de leque largo de ensino, o qual ultrapassa claramente a judaística fortemente cunhada secular e cristãmente. O seminário na tradição da Hochschule für die Wissenschaft des Judentums [Academia para a Ciência do Judaísmo] começou o seu trabalho para o semestre de inverno de 2001. Em setembro de 2006, três absolventes do Colégio Abraham Geiger foram ordenados como os primeiros rabinos na Alemanha dede a Shoáh. Atualmente, 16 candidatos, entre eles três mulheres, se preparam para o ofício rabínico. O Judaísmo liberal dispõe hoje no mundo inteiro de quatro lugares de formação de rabinos:

  • Hebrew Union College — Jewish Institute of Religion em Cincinnati com sucursais em Nova Iorque, Los Angeles e Jerusalém;
  • Leo Baeck College Center for Jewish Education em Londres;
  • Reconstructionist Rabbinical College em [?], bem como o Abraham Geiger Kolleg na universidde de Potsdam, o qual a partir deste ano coopera com o Hebrew Union College e o Leo Baeck College.

Com o Jewish Institute of Cantorial Arts, também um lugar de formação de cantores iniciará o seu trabalho na Europa. Está estreitamente ligada com a School of Sacred Music do Hebrew Union College.

Judaísmo liberal na Alemanha hoje

Em 12 de julho de 2007, a União de Judeus Progressivos na Alemanha (UPJ) em Berlim teve o seu décimo aniversário. "Dez anos são — mesmo no nosso tempo de viver rápido — propriamente um tempo muito curto", o ministro da federação Wolfgang Schäuble achou na sua alocução de saudação. "Esse jubileu é, apesar disso, motivo para alegria especial. Pois a fundação da União de Judeus progressivos na Alemanha é sinal duma vida judaica crescente, múltipla no nosso país. (Ela) era, não um acontecimento ex nunc [do agora], mas remessa à história: O re-ater a uma grande tradição, cujas origens são encontráveis no século 18 aqui na Alemanha e cujas idéias se espalharam rápido para além das fronteiras da Alemanha, chegando antes de tudo nos EUA para o seu desenvolvimento pleno."

A União de Judeus progressivos na Alemanha tem hoje 21 comunidades de membros e está entrementes, depois de longas discussões jurídicas, também representada no Conselho Central dos Judeus na Alemanha. Em questões religiosas, inclusive da conversão ao Judaísmo valem as decisões da Conferência Geral dos Rabinos como obrigatórias, do grêmio não ortodoxo da união dos rabinos. A organização de juventude "Jung und Jüdisch" o "Bund progressiver Zionisten in Deutschland, Arzenu", bem como o Colegio Abraham Geiger na universidade de Potsdam pertencem igualmente à UPJ, a comunidade judaica de Viena Or Chadasch está-lhe associada. O Colégio Abraham Geiger publica regularmente a revista "Kesher" com informações sobre Judaísmo liberal no espaço da língua alemã. Uma das notícias tratou da fundação do lugar para crianças durante o dia "Tamar" da comunidade judaica liberal em Hanôver, do primeiro jardim de infância judaico na Alemanha depois da Shoáh.

A expectativa de que o governo federal, também no acordo de estado do 27. de janeiro de 2003, tenha em conta a consolidação crescente do Judaísmo liberal, foi amargamente decepcionada naquele tempo. Depois do entendimento do chanceler federal Schröder e o presidente do conselho central Spiegel, o governo federal se obrigava então pagar ao Conselho Central dos Judeus na Alemanha anualmente a importância de três milhões de euros, para assim contribuir para a conservação e cuidado da herança alemã-judaica de cultura, para a construção duma comunidade judaica e as tarefas de política de integração social do Conselho Central na Alemanha. Mas os judeus liberais da Alemanha nesse convênio ficavam fora, sem considerar dum julgamento unívoco do juizado de administração da federação do fevereiro de 2002 e duma recomendação correspondente de decisão do grêmio interno do parlamento federal alemão de que esse convênio devesse estar em benefício da comunidade judaica inteira. A união mundial para Judaísmo progressivo tinha participação essencial na representação política eficaz dos desejos dum Judaísmo múltiplo na Alemanha perante o governo federal e o Conselho Central. Vai mostrar-se no novembro de 2007, se essa multiplicidade na atualização do convênio estatal entre o governo feral e o conselho central chegue a valer. Isso se refere também à consolidação do financiamento para o Colégio Abraham Geiger.

Comunidade pelo mundo todo

A União Mundial para Judaísmo Progressivo tem hoje seções em todos os continentes. As comunidades liberais na América Latina, Austrália e África do Sul são, na maioria dos casos, nasceram da emigração dos países de língua alemã no tempo do nazista.

Assim Lily Montagu, como presidenta da WUPJ, possibilitou a dois rabinos alemães, o dr. Fritz (Frederico) Pinkuss und dr. Heinrich (Henrique) Lemle, ambos absolventes da Academia berlinense para a Ciência do Judaísmo, em 1936, respectivamente em 1942, a mudança ao Brasil. Dessa iniciativa de ajuda nasceram duas das maiores comunidades judaicas da Américo do Sul, a "Congregação Israelita Paulista" em São Paulo que conta 2.000 famílias, e a "Associação Religiosa Israelita" no Rio de Janeiro com bem 1.000 famílias.

A comunidade judaica liberal na Austrália foi bem decisivamente cunhada pelo rabino dr. Hermann Sänger, bem como por Hermann Schildberger, o diretor musical da comunidade de reforma de Berlim; e quandono fevereiro passado um absolvente do colégio Abraham Geiger foi introduzido no seu ofício como rabino da comunidade vital Temple Israel na Cidade do Cabo, fechou-se um circulo para os pertencentes àquelas famílias fundadoras que faz bem 70 anos se podiam salvar da Alemanha para a África do Sul.

Mas também na Ásia, o Judaísmo liberal está presente: a "União Religiosa Judaica" de Bombaim pertencia em 1926 já aos co-fundadores da WUPJ, e também na China há comunidades florescentes, em Hong-kong tanto quanto em Pequim.

Na Rússia, Bielorússia e a Ucrânia há entrementes comunidades liberais e um movimento juvenil liberal popular, os quais para as famílias de origem judaica que depois de 70 anos de dominação soviética voltam a procurar uma aproximação à religião, oferecem outra vez uma alternativa bem vinda ao movimento ortodoxo onipresente de Chabad Lubawitsch. Para eles vale o que o rabino Ignaz Maybaum formulou assim: "Judaísmo, que quer voltar para trás do iluminismo, parece com um salto mortale para dentro do mundo do ShuLHaN `ARUK ", logo para dentro da Idade Média.

O instituto de Moscou para estudos judaicos, o "Machon" oferece uma formação de dois anos para trabalhadores de comunidade liberais jovens, enviando os seus absolventes melhores à formação de rabino ao colégio Abraham Geiger .

Especialmente dignos de nota são os desenvolvimentos mais recentes na Polônia onde, antes da Segunda Guerra Mundial, havia um Judaísmo liberal vivo, no qual até faz pouco havia somente a sinagoga Templo em Cracóvia. Entrementes, a comunidade judaica liberal Beit Warszawa novo multiplicidade. A fundação duma nova associação teto de comunidades judaicas liberais e iniciativas na Polônia está brevemente iminente e, faz algumas semanas, o primeiro estudante para rabino começou a sua formação no Colégio Abraham Geiger.

Judaísmo liberal e Israel

Desde 1971, a união mundial teve a sua sede em Jerusalém Em 1978 partindo da América do Norte, o movimento sionista do Judaísmo de reforma (ARZA), o qual está competentemente representado na direção da organização sionista mundial e da Agência Judaica para Israel. Está virada a Israel significava uma viravolta. Para judeus liberais, a emigração a Erets Yisrael, durante muito tempo, não representava alternativa à existência na diáspora. Para os judeus liberais na Alemanha, a atitude de Leo Baeck marcava mudança de perspectiva. Disse em 1925 em Königsberg [hoje: Kaliningrado, Rússia]: "Para nós, a Palestina é, não mais um problema, mas sim um fato que Deus pôs diante de nós." Em 1927 escreve: "O sionismo deve agora religiosamente dirigido somente pela ortodoxia? Com isso condenamos o liberalismo ao desligamento do essencial. Também o liberalismo deve no sionismo obrar para os seus ideais religiosos… Para Palestina vale a questão: Como ali a vida judaica deve desenvolver: A Palestina deve ser entregue de um lado à ortodoxia, de outro lado ao niilismo russo? Aqui surgem obrigações importantes ao liberalismo religioso."

Os começos do movimento de reforma judaico em Erets Yisrael , é que os fizeram na década dos 1930 comunidades de emigrantes judaicos em Haifa, Tel Aviv e Jerusalém; pré-pensadores liberais como Max Diemann, Ignaz Maybaum, Heinrich Stern e Max Wiener discutiram naquele tempo na Alemanha sobre a vida comunitária futura na Terra de Israel. Hoje é a comunidade sinagogal Har-El em Jerusalém na qual a herança alemã-judaica continua a atuar.

Fundada faz bem cinqüenta anos, na primavera de 1958, por um cículo pequeno de cidadãos jerusalêmicos ao redor de Shalôm Ben-Chorin, essa "Associação para a Renovação de Vida Religiosa em Israel" chegou a ser preparadora de caminho do hodierno "Movimento de Israel para Judaísmo Progressivo" com entrementes 24 comunidades membros e dois Kibutsim no país inteiro. Para eles vale tanto quanto para judeus e judias liberais no mundo inteiro o que Leo Baeck achou em 1951 na sua viagem pelo jovem Estado de Israel: "Onde quer que viver (o judeu), esse Estado de Israel terá com ele, sim efetua nele, se quiser ou não, significando para ele um destino histórico."

Depois de longa luta pelo reconhecimento estatal, o Judaísmo liberal é, para o presidente de ministros Ehud Olmert, como este escreveu no início do ano aos dirigentes da WUPJ, "parte vital e vibrante do Judaísmo moderno, e governo e povo do Estado de Israel admiram vossa contribuição para vida judaica em Israel e na Diáspora". A ligação especial da WUPJ com Israel expressa-se atualmente num convênio que foi assinado no fim do setembro de 2007 e almeja fortalecer o Judaísmo liberal em Israel com meios de promoção na importância de 150 milhões de dólares, garantindo assim que pluralismo e igualdade de direitos aumentem no estado judaico. Já agora, o Judaísmo liberal está presente no público israelense com casas de hospedes e centros culturais "Mishkenot Ruth Daniel" em Yaffo e "Beit Shmuel" em Jerusalém, bem como o campus do Hebrew Union College. E: o "Centro de Ação Religiosa de Israel" da União Mundial se engaja para muito além dos interesses liberal-religioso para uma sociedade israelense democrática — p.ex. o reconhecimento de casamentos civis, para o esclarecimento de questões de status de imigrantes ou para o tratamento igual de cidadãos árabes de Israel.

Perspectiva

O rabino Leo Baeck escreveu em 1905: O Judaísmo "chegou a ser um medidor para a altura da cultura na terra. O que a sua comunidade experimentava pelos povos entre os quais vivia era sempre um critério para aonde direito e justiça entre as nações tinham persistência. No seu destino pode-se colher quão muito do caminho ainda tem até aos dias do messias." O Judaísmo liberal se obriga a um ser-diferente construtivo dentro da sociedade e para a discussão com problemas atuais. Antigamente, eram essas questões tais como a igualdade de direitos da mulher ou da reforma de liturgia.

Neste tempo essas são questões como apoio das vítimas de Darfur ou do tratamento da pesquisa de genes. A nossa força é a capacidade de dialogar. O Judaísmo liberal é voz importante no diálogo inter-religioso; dentro das nossas comunidades, a inclusão de parceiros de vida não-judaicos e do tratamento construtivo de desejos de conversão às forças perante a ortodoxia.

A questão "Quem sou eu?" só pode ser respondida em conexão com a questão "Quem é o outro?"

O entendimento de Leo Baeck do monoteísmo ético nos obriga como tarefa social para o presente. Isso significa "tiqun há`olóm", conservação da criação, cura do mundo e voltada ao próximo, à vida: "Escolher e formar a vida, essa é a exigência que o Judaísmo dirige à pessoa humana." Nesse otimismo jaz desde 200 anos a força especial do Judaísmo liberal.


Texto alemão: Tradition und Erneuerung


 
 

Pedro von Werden, SJ

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